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Monday, February 12, 2018

Cristovão Tezza haunted by Barthes—or how not to be a philistine asshole even if you are (&/or Verneinung einer leidenschaftlichen Liebe)


"... un dispositif logique dans lequel puisse s'inscrire une 'négation' non pas interne au jugement, mais économiquement productrice de la position signifiante elle-même. Freud en a posé le mouvement translogique et producteur du logique..."
Julia Kristeva, La révolution du langage poétique
"Dire qu'il n'y a que de la dénégation dans le bien-mal-faire de cette malfaçon... ce n'est ni diagnostiquer ni dénigrer, c'est mettre la structure de la dénégation en question et en abîme..."
Jacques Derrida, Artaud le Moma

"... lembro-me sempre de uma frase avulsa de Roland Barthes que li no início dos anos 1970 e que agora reproduzo de memória — para o escritor, escrever é um verbo intransitivo. É uma bela imagem, ainda que eu tenha absorvido a contragosto. Admirava Barthes como quem admira um número de pretidigitação — são apresentações mágicas, bonitas, surpreendentes, às vezes impressionantes, mas todas parecem reduzir-se a um truque. Que seja, um truque poético. Tire-se a luz, o efeito da sombra, o cenário em negro, o arranjo da sintaxe, o sentido oculto na manga, o silêncio preparatório, e o poeta está nu. No fundo de tudo, grassa uma aposta sutil no irracional, num cansaço blasé das formas que, súbito, descobre a autonomia da linguagem..." (p. 27); 
"Há um momento em que, de fato, como queria Roland Barthes, para quem escreve, escrever se torna um verbo intransitivo, ou pelo menos bastante próximo disso. Mas há um longo caminho até esse ponto de não retorno..." (p. 51);
"Eu continuava imitando não propriamente formas (o que não seria tão mau, como exercício de iniciação), mas objetos. Entrando na vida adulta pela via do trabalho, continuava ainda inteiramente preso à minha infância, movendo-me no imaginário da criança. Sim, talvez aqui 'escrever' fosse de fato um verbo intransitivo, como queria Roland Barthes. Esvaziado de sua produção de sentido, o gesto de escrever seria a produção de um artefato — um realismo sem alma, quem sabe..." (p. 67);
"... a linguagem se vinga friamente do que queremos fazer com ela..." (p. 99); 
"... o escritor vai adiante até sentir e criar a sua escrita, o seu idioleto literário, aquele olhar único que enfrenta singularmente uma cena, uma ideia, uma fala, um conjunto de informações ou tudo ao mesmo tempo na passagem do impulso da mão para a realização do texto literário acabado, que se torna imediatamente outra coisa, um duplo estranho... (104); 
"Antes mesmo de escrever a primeira palavra, o bom narrador de herança realista sabe onde 'colocar a câmera', por assim dizer; sabe estabelecer o olhar que redesenha o mundo para partilhar uma experiência necessariamente ambígua no quadro de uma hipótese literária..." (118); 
"Como num palimpsesto fantasma, as frases parecem agora revelar atrás daquela risada solta um pequeno e insidioso candidato a Dorian Gray. Escritores não são boas pessoas..." (p. 129); 
"Em outras palavras, Borges era a 'decadência', o que eu tentava dizer nos seus próprios termos, assimilando mimeticamente (e bisonhamente) aquela nuvem... havia lá no fundo, respirante, uma 'mensagem' que, de fato, não era minha... Ou era" (p. 143); 
"... a diferença de maturidade técnica entre Gran Crico e Juliano Pavollini é evidente, mas muito mais importante é a existencial, a complexidade de um narrador, ou de uma voz narrativa, que já não escreve em causa própria, ou a serviço de uma pequena tese em que o autor se refugia, e que consegue, de fato, se afastar de si mesma..." (p. 179);
"Imagino que todos os escritores (todas as pessoas) conservam pequenas manias formais, às vezes francamente irracionais, que tocaram na alma em algum momento e lá restaram para sempre..." (p. 184);
"... sinto que a própria linguagem frequentemente encontra soluções como se a mão escrevesse sozinha, um mistério que me parece impossível para quem está começando..." (p. 185);
"... um barco em que, por instinto, jamais entrei, exceto talvez no romance A suavidade do vento..." (206);
"Acho que a criação literária, para se justificar como tal, tem de manter tão radicalmente quanto possível, por escolha, a sua inadequação primeira..." (p. 212);
"... a linguagem, ao contrário do que pensamos em solidão, não tem nenhuma transparência ou clareza intrínsecas — cada palavra que se estabelece entre mim e o mundo, entre mim e os outros, já nasce sobrecarregada de sentidos secretos, duplicidades estranhas, opacidades vazias, intenções estrangeiras..." (p. 214);
"... se a literatura quiser sobreviver como linguagem não oficial, ela terá a necessidade absoluta, intransferível, de significar sempre a criação de um narrado responsável... Relembremos, entretanto, o detalhe importante de que o ato de escrever cria um narrador, com quem eu não posso me confundir... Podemos dizer que a criação de um narrador, ato que é a alma da literatura, é sempre um gesto ético de abandono e generosidade..." (p. 217);
"Permanece sempre entre a voz do narrador e os olhos do leitor a matéria bruta realidade, que jamais falará por si só, mas cuja força... todo narrador cria hipóteses de sobrevivência e de não sobrevivência... Fosse eu um Santo Agostinho, diria agora que, depois de uma vida de dores, percalços, cegueira e pecado, como num clássico (e tranquilo) romance de formação, encontrei a redenção... Mas desgraçadamente não tenho o dom da fé..." (p. 219-21);
Cristovão Tezza, O espírito da prosa: uma autobiografia literária. Rio de Janeiro: Record, 2012.

See also:
Pier Paolo Pasolini;
- Pleif Mapa, Capítulo 2;

Monday, November 20, 2017

l'écrit tordu des astres: a/z avec son père

Art Prints









Steep Cliffs, photograph by A/Z available with other photographs and drawing at Fine Art America; 
Archive + Petite tête d'ange souriant (Musée de Cluny, photographed by A/Z, janvier 2018);
Lucrecia Martel's La Ciénaga (2001);
Nerval, Liban: le voyage mystique (Laureline Amanieux, 2017); 
Vexations (Erik Satie, Youtube);
Cartola (Angenor de Oliveira) and his father;
Paul Lansky's Threads (Youtube); 

Ser o filho 
e o pai de si mesmo
Não olvidá-lo
Giacinto Scelsi (Octólogo, citado por Augusto de Campos, Música de Invenção)

"... a afirmação dormindo embaixo de tudo..."
Clarice Lispector
"... as still as the silent South Sea depths..."
The young person in Repetition (translation by M. G. Piety)
"Thérèse d'Avila disait que l'âme doit penser comme s'il n'y avait que Dieu et elle au monde. Rien ne fait comprendre plus fortement l'immortalité..."
Leibniz/Sylvia Leclercq
"Space, prior to a particular subject's spatial experience, exists first as the life-space... All beings exist most fundamentally as occupying a basho in space."
Yasuo Yuasa
"... seated meditation. Give up all relationships and let all things be. Neither good nor evil are thought of."
Dogen/Yasuo Yuasa
"La Terre transcendantale n'est pas un objet et ne peut jamais le devenir; et la possibilité d'une géométrie est rigoureusement complémentaire de l'impossibilité de ce qu'on pourrait appeler une 'géo-logie'..."
Jacques Derrida
"... When I described them to the engineer in charge, he informed me that the high one was my nervous system in operation, the low one my  blood in circulation. Until I die there will be sounds. And they will continue following my death. One need not fear about the future of music."
John Cage (Experimental Music)
"... Nothing is a pleasure if one is irritated, but suddenly it is a pleasure, and then more and more it is not irritating (and then more and more and slowly). Originally we were nowhere; and now, again we are having the pleasure of being slowly nowhere. If anybody is sleepy, let him go to sleep."
"...  when you sing, you are where you are..."
John Cage (Lecture on Nothing)
"Nichts überhaupt mehr annehmen, an sich nehmen, in sich hineinnehmen, — überhaupt nicht mehr reagiren..."
Nietzsche

"l'univers se peuplait d'autant de divinités, mais de divinités diverses de l'un et de l'autre sexe, donc de divinités susceptibles de se poursuivre, de se fuir, de s'unir; tel fut un instant cet étonnant équilibre du monde épanoui dans le mythe oú grâce aux simulacres des dieux multiples et divers quant au genre et au sexe, ni conscience, ni inconscience, ni dehors, ni intérieur, ni forces obscures, ni phantasmes ne préoccupaient l'esprit, dès que l'âme tout entière s'accomplissait à situer des images dans l'espace, indistinct de l'âme..."
"Mais comment cette vie serait-elle, dès lors, supérieure autrement, si ce n'est qu'elle tende à ce qui fut déjà? Comment, d'une autre manière, si ce n'est qu'elle tende à cet état où elle ne songeait point à créer, mais à adorer les dieux?"
"... la doctrine de l'éternel retour se conçoit encore une fois comme un simulacre de doctrine dont le caractère parodique même rend compte de l'hilarité comme attribut de l'existence se suffisant à elle-même lorsque le rire éclate au fond de l'entière vérité, soit que la vérité explose dans le rire des dieux, soit que les dieux eux-mêmes meurent de fou rire..." 
"... car si les dieux meurent de ce rire, c'est aussi de ce rire qui éclate du fond de l'entière vérité que les dieux renaissent."
Pierre Klossowski (Un si funeste désir) 

"... creating an infantlike mind with no fear..."
Kukai/Yasuo Yuasa
"... sou la tutelle invisible d'un Ange,
L'Enfant déshérité s'enivre de soleil..."
Charles Baudelaire
"... je suis l'enfant de la fête des bois..."
Pierre Angelici
"It was quite light on the table, the phantom would have exposed itself all too defencelessly to our view, and to do that did not in the least correspond to the image I had made to myself of the shy, sly, stealthy, equivocal character of our elusive guest: a character too insignificant to have evil intent, on the con­trary probably quite well-meaning, but weak-minded and embarrassed."
Thomas Mann (An Experience in the Occult/H. T. Lowe-Porter translation)
"Ce qui se passe ensuite: ... le même ciel, soudain ouvert, noir absolument et vide... révélant... une telle absence que tout s'y est depuis toujours et à jamais perdu, au point que s'y affirme et s'y dissipe le savoir vertigineux que rien est ce qu'il y a, et d'abord rien au-delà. L'inattendu de cette scène... c'est le sentiment de bonheur qui aussitôt submerge l'enfant, la joie ravageante... On croit à un chagrin d'enfant... Il ne dit rien. Il vivra désormais dans le secret..."
Maurice Blanchot

"L'état de grâce, accessible aux seuls êtres qui ne le cherchent pas, est aussi une question de disponibilité..."
Pierre Assouline.
"Achava sempre onde dormir, casa de um, casa de outro."
Clarice Lispector (Viagem a Petrópolis)
"... el tornillo fue la paz..."
Julio Cortázar
"Viel Sonnen kreisen im öden Räume..."
Nietzsche

"Images fall slow and silent like snow... Serenity... All defenses fall... everything is free to enter or to go out... Fear is simply impossible..."
William S. Burroughs, Naked Lunch (Notes from yagé state)
"... évidemment la peur de RIEN..."
Georges Bataille
"Juste la plénitude de n'avoir pas respecté les limites, et du plaisir à outrance."
Olga (Les Samuraïs)
"... car alors la vie serait un bonheur perpétuel..."
Piet Mondrian (traduction par Michel Seuphor)
"Et pourtant tout le tableau est riche. Riche, somptueux et calme le tableau."
A. Artaud
"For Art and Joy go together, with bold openness and high head, and ready hand—fearing naught, and dreading no exposure."
Whistle
"Il est des jours où l'homme s'éveille avec un génie jeune et vigoureux. Ses paupières à peine déchargées du sommeil qui les scellait, le monde extérieur s'offre à lui avec un relief puissant, une netteté de contours, une richesse de couleurs admirables. Le monde moral ouvre ses vastes perspectives, pleines de clartés nouvelles. L'homme gratifié de cette béatitude, malheureusement rare et passagère, se sent à la fois plus artiste et plus juste, plus noble, pour tout dire en un mot."
Baudelaire (Les Paradis artificiels) 
"There is always activity but it is free from compulsion, done from disinterest. And we are free to stop brooding and to observe the effects of our actions. (When we are proud, that pride keeps us from observing very clearly). And what do we observe: the effects of our actions on others or on ourselves? on ourselves; for if the effects on us are conducive to less separateness, less fear, more love, we may walk on then regardless of the others."
John Cage (Lecture on Something)
"Man hat mich oft tanzen sehn können; ich konnte damals, ohne einen Begriff von Ermüdung, sieben, acht Stunden auf Bergen unterwegs sein. Ich schlief gut, ich lachte viel —, ich war von einer vollkommnen Rüstigkeit und Geduld."
"Nach dieser Seite hin betrachtet ist mein Leben einfach wundervoll."
Nietzsche

"... and all the rest, to fulfil themselves perfectly, each in his or her own proper function."
A. C. 
"Me diga se você é do bem ou do mal, de Maria ou de José, mas não me diga que você não é de ninguém."
Júpiter Maçã (A Odisséia)
"'Nicht durch Feindschaft kommt Feindschaft zu Ende, durch Freundschaft kommt Feindschaft zu Ende': das steht am Anfang der Lehre Buddha's."
"Mein Vater starb mit sechsunddreißig Jahren: er war zart, liebenswürdig und morbid, wie ein nur zum Vorübergehn bestimmtes Wesen, — eher eine gütige Erinnerung an das Leben, als das Leben selbst."
Nietzsche
"À la fin, Édouard cède. Et cède sur tout. Il présente ses excuses et un reniement public. À ne plus jamais prononcer les mots d'artiste et de peintre. Oncle Edmond est banni de la maison et toutes sorties interdites..."
Sophie Chauveau (Manet Le secret)
"He came home to a young wife he didn't really know with a four-year-old son to take care of, a four-year-old that he doubted was his in the first place... I don't think he ever knew what I did, or what any of his children did in the world, really. He was on his own course into the setting sun, and damn and blast anyone else..."
Lol Tolhurst (Cured: the tale of two imaginary boys)

"... on a frappé à toutes les portes qui ne donnent sur rien, et la seule par où on peut entrer et qu'on aurait cherchée en vain pendant cent ans, on y heurte sans le savoir, et elle s'ouvre... toute mon découragement s'évanouit devant le même félicité qu'à diverses époques de ma vie m'avaient donnée la vue d'arbres que j'avais cru reconnaître dans une promenade en voiture autour de Balbec, la vue des clochers de Martinville, la saveur d'une madeleine trempée dans une infusion... une joie pareille à une certitude et suffisante sans autres preuves à me rendre la mort indifférente."
"Les chagrins sont des serviteurs obscurs, détestés, contre lesquels on lutte, sous l'empire de qui on tombe de plus en plus, des serviteurs atroces, impossibles à remplacer et qui par des voies souterraines nous mènent à la vérité et à la mort. Heureux ceux qui ont rencontré la première avant la seconde."
Marcel Proust (le narrateur) 
"Et lorsque nous lisons des aventures étranges dans un livre, ou que nous les voyons représenter sur un théâtre... nous avons du plaisir... et ce plaisir est une joie intellectuelle... cela lui fait connaître sa perfection... que les plus violents efforts des passions n'ont jamais assez de pouvoir pour troubler la tranquillité de son âme..."
Descartes, Les passions de l'âme
"These 'Upanisihads,' however various their subject, practically agree on one point, the definition of the "self"... the self of each man is continuous with and in a sense identical with the Self of the universe... in a moment say of great danger when the mind was agitated to the last degree by fears and anxieties suddenly to become perfectly calm and collected, to realize that nothing can harm you..."
Edward Carpenter
"... 'clairvoyance étonnante' de Rousseau qui, 'mieux avisé que Bergson' et 'avant même la découverte du totémisme' a 'pénétré dans ce qui ouvre la possibilité du totémisme en général', à savoir: la pitié, cette affection fondamentale, aussi primitive que l'amour de soi, et qui nous unit naturellement à autrui: à l'homme, certes, mais aussi à tout être vivant..."
Derrida (quoting Lévi-Strauss, De la grammatologie)
"The in the sea of the alaya-consciousness, the surging billows of the seven consciousness become tranquil, and on realizing the nonsubstantiality of the Psychophysical Constituents, the ill resulting from the six bandits is severed."
Kukai (The Precious Key to the Secret Treasure, Yoshito Hakeda's translation)
"Silent of speech is nature's course.
Therefore a typhoon does not last all morning;  
Pounding rain does not last all day. 
Who makes them? Heaven and earth."
Daodejing/23 (Edmund Ryden's translation)
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"As paredes do quarto se dissolviam em cinza com a mácula uniforme do dia nublado, através dos balaústres de concreto da sacada, granulados, entre bege e cor de gelo, sinuosos, alinhados ao longo de um passeio médio em extensão (lateral, apenas em parte entrevisto pela porta), curto em profundidade, retesado, recolhido junto ao prédio, encoberto de argamassa, cimento e fuligem, escorrido de chuva, tostado de um sol, agora morto, vaporoso diante do asfalto, se escalando, comprimido pelos prédios ao lado, diante dos prédios em frente, recuados alguns sob grades escuras de ferro, inclinações vertiginosas de tijolos e tijolos à vista sobre halls arrefecidos, como grutas em vidros refletindo ramos, folhas e troncos de jacarandás curiosos", Estilhas de um Vampiro bem Refletido...

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Saturday, July 23, 2016

Pau Brasil (Oswald de Andrade)

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Oswald de Andrade, A/Z mixed media rough sketch, available with other A/Z drawings and photographs at Fine Art America;
Antonio Parreiras, Residência da Família Parreira Horta, circa 1898;
Cecília Meireles, Menino com cesto à cabeça;
Candido Portinari, O Flautista (1942);
Pierre Verger;
Jesuíno do Monte Carmelo, Detalhe do forro da Igreja da Ordem Terceira do Carmo Itu;
São Francisco das Chagas, Capela da Nossa Senhora dos Aflitos, São Paulo, (Percival Tirapeli, Arte Sacra Colonial);
Aleijadinho, Nosso Senhor da Paciência (Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Antônio Francisco de Lisboa, o "Aleijadinho": o que vemos e o que sabemos);
Aside by Ezra Pound (Salutation, Commission); 
Mário de Andrade (O Capoeira, Relicário, Bonde, Contrabando, Passionária, Procissão de Enterro, Simbologia, Sábado de Aleluia, Ressurreição); 
Mário Quintana (A Cozinheira); 
Wesley Duke LeeO Tríptico (update figuras do Guardião & Guardiã, adptado às circustâncias) ["Essa parte foi considerada chocante e, para remediar a situação, a Eminência Parda colou a parte móvel com Araldite, numa atitude espantosa de autoritarismo e desrespeito ao artista, que nesse momento se encontrava no exterior... Wesley retorna e transforma o retrato num tríptico, pintando uma tarja negra sobre os olhos da mulher retratada e colocando a cada lado do retrato os guardiões... acopla à tela um retrato do Chefe, com sua moldura dourada, típica do ecletismo... a Eminência Parda é representada de óculos escuros..." Cacilda Teixeira da Costa, Wesley Duke Lee, Edusp 2005, p. 117-18];
Ouvindo Oswald (Funarte, 1999/Youtube); 
George Antheil's Violin Sonata n. 2 (Vahid Khadem-Missagh and Gottlieb Wallisch, 2015,Youtube); 
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"A operação metafísica que se liga ao rito antropofágico é a da transformação do tabu em totem."
O. A. (A Crise da Filosofia Messiânica)
"... gar nicht vom Opfer (der Mahlzeit) zu reden..."
Nietzsche (Der Antichrist)

"Minha ligação com esse pessoal todo, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, é nossa disposição de voltar a Oswald de Andrade. Oswald é o ponto de ligação entre o meu trabalho e Caetano, Gil, os poetas concretistas de São Paulo, que têm essa nova compreensão estética, e Fernando Coni Campos, Zé do Caixão."
Rogério Sganzerla (entrevista a Marcos Faerman, 1969)
"O Nelson Pereira tem filmes maravilhosos, Boca de ouro, Mandacaru vermelho, que é dez vezes melhor que Fome de Amor, embora ele não saiba, Barravento [de Glauber Rocha] é sensacional, gosto muito de Deus e o diabo, gosto do primeiro filme do Miguel Borges que chama-se Canalha em crise. O cinema brasileiro quando era feito no mato ou na favela. São caminhos que Oswald de Andrade apontava: no sertão ou na favela. Eram filmes extremamente interessantes pela ingenuidade. Do momento em que o cara deixou de ser ingênuo pra ser um pouquinho menos ingênuo se fodeu todo.  Deu aquela: sou autor, vou filmar o meu universo, o meu estilo, os meus mitos, as minhas sensibilidades. Aí o cara não tinha nem muita sensibilidade, nem muita coragem e nem muito talento..."
Rogério Sganzerla (Pasquim, 1970)

"Em outubro de 1929 vieram o crash da Bolsa e a crise do café. Oswald e Pagu se engajavam no Partido Comunista. E o criador de Serafim Ponte Grande, julgando-se curado do 'sarampão antropofágico', virou 'casaca de ferro da Revolução Proletária'. As ideias e concepções da antropofagia foram postas de lado por muito tempo. Só em 1945, depois de sua ruptura com os comunistas, é que Oswald, intelectualmente recuperado, se dispôs a aprofundar os temas antropofágicos."
"Tivesse escrito em inglês ou francês, quem sabe até em espanhol, e sua antropofagia já teria sido entronizada na constelação de ideias de pensadores tão originais e inortodoxos como McLuhan, Buckminster Fuller, John Cage... A antropofagia, que salvou o sentido do modernismo, é também a única filosofia original brasileira e, sob alguns aspectos, o mais radical dos movimentos literários que produzimos."
Augusto de Campos (Revistas Re-Vistas: Os Antropófagos)
"Os livros — o que restava da edição de 1945 — estavam empilhados, se bem me lembro, no alto de um armário numa dependência interna do apartamento. Oswald os distribuía, assim, generosamente, aos poucos amigos e simpatizantes. Tal era a solidão do poeta, já quase sexagenário, que, 'de facho em riste, bancando o Trótski, em solilóquio com a revolução permanente' — como o descrevera Patrícia Galvão um ano antes — continuava a vociferar contra tudo e contra todos em defesa do modernismo e da antropofagia, à espera do resgate das futuras gerações."
Augusto de Campos (Oswald, Livro Livre)

"A violenta compressão a que Oswald submete o poema, atingido sínteses diretas, propõe um problema de funcionalidade orgânica que causa espécie em confronto com o vício retórico nacional, a que não se furtaram, em derramamentos piegas, os próprios modernistas e que anula boa parte da obra de  um Mário de Andrade, por exemplo."
"Terra de muitos estudantes e estudiosos de filosofia mas de poucos filósofos, o Brasil tem em Oswald um dos raros intelectuais a que esse termo, em sua acepção integral, pode ser aplicado sem constrangimento. Embora seus escritos continuem a ser rejeitados pelo mundo acadêmico, evidenciam-no como um solitário pensador original... Oswald não enrolava o pensamento em cipoais argumentativos. Era sintético e direto. Tinha o 'defeito' literário de escrever bem."
Augusto de Campos (Pós-Walds)

"Hat Jemand, Ende des neunzehnten Jahrhunderts, einen deutlichen Begriff davon, was Dichter starker Zeitalter Inspiration nannten? Im andren Falle will ich’s beschreiben..." 
Nietzsche (Ecce Homo)
"... certain emotions as vital to me... faced with the infinite and ineffable imbecility of the British Empire, as they were to Propertius some centuries earlier, when faced with the infinite and ineffable imbecility of the Roman Empire..." 
(Pound about his "Homage to Sextus Propertius"; New Selected Poems and Translations, edited by Richard Sieburth, New Directions, 2010, p. 298).
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This was (still is) written against "the new rich artists, literary officials, pompous academicians, provincial geniuses, and the poets of parliamentary report" &/or members of "the Freemasonry of Cronyism" [novos-ricos da arte, empregados públicos da literatura, acadêmicos de fardão, gênios das províncias, poetas do Diário Oficial... Maçonaria da Camaradagem] (Paulo Prado, "Poesia Pau Brasil").
Brazil: society of "derelict savants" [náufragos eruditos] and encyclopedic congestion [rebentaram de enciclopedismo] (Oswald de Andrade, "Falação").
An Aside by Mário de Andrade (sem tradução, que preguiça!):
"Quanto a algum escândalo possível que o trabalho possa causar, sem sacudir a poeira das sandálias, que não uso sandálias dessas, sempre tive uma paciência (muito) piedosa com a imbecilidade pra que o tempo do meu corpo não cadenciasse meus dias de luta com noites cheias de calma..." (1st Preface to Macunaíma).

"o violeiro
Vi a saída da lua
Tive um gosto singulá
Em frente da casa tua
São vortas que o mundo dá"

"ditirambo
Meu amor me ensinou a ser simples
Como um largo de igreja
Onde não há nem um sino
Nem um lápis
Nem uma sensualidade"

"guararapes
[...]
Mas que sujeito loiro!"

"II
Bestão querido
Estou sofrendo
Sabia que ia sofrer
Que tristeza esse apartamento de hotel
[...]
Que distância!
Não choro
Porque meus olhos ficam feios"

"pronominais
[...]
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro!"

See also:
And also:

Sunday, January 24, 2016

Juan Carlos Onetti sobre la crítica literaria & la literatura (compilación personal de citas disparatadas)

Canvas Art




"Street Scribble", photograph by A/Z available with other photographs and drawings at Fine Art America; 
A Suavidade do Vento/Cristovão Tezza (AZ Youtube); 
O Caso Morel/Rubem Fonseca (AZ Youtube); 

"Car il y  a plus d'analogie entre la vie instinctive du public et le talent d'un grand écrivain, qui n'est qu'un instinct religieusement écouté, au milieu du silence imposé à tout le reste, un instinct perfectionné et compris, qu'avec le verbiage superficiel et les critères changeants de juges attitrés... Ainsi s'étaient succédé les partis et les écoles, faisant se prendre à eux toujours les mêmes esprits, hommes d'une intelligence relative, toujours voués aux engouements dont s'abstiennent des esprits plus scrupuleux et plus difficiles en fait de preuves. Malheureusement, justement parce que les autres ne sont que de demi-esprits, ils ont besoin de se compléter dans l'action, ils agissent ainsi plus que les esprits supérieurs, attirent à eux la foule et créent autour d'eux non seulement les réputations surfaites et les dédains injustifiés mais les guerres civiles et les guerres extérieures, dont un peu de critique port-royaliste sur soi-même devrait préserver."
Marcel Proust (le narrateur)
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"... otro  incentivo poderoso para la creación de un mundo proprio, literario, fue el mítico Yoknapatawpha County de su maestro William Faulkner, así como años después lo sería para que Rulfo creara Comala y  García Márquez, Macondo."
"La ficción incorporada a la vida en una operación mágica o fantástica es tema central de Borges, desarrollado de manera diversa en los extraordinarios cuentos que empezó a publicar en Buenos Aires en la década de los cuarenta, justamente en los años en que Onetti vivía en la capital argentina."
"... fue en una vitrina de Sur donde descubrió por primera vez la obra del norteamericano [Faulkner]."
"... muchos jóvenes del mundo entero leyeron las novelas y los cuentos de Faulkner con lápiz y  papel a la mano,  fascinados por la riqueza  de  sus estructuras —con sus malabares en los puntos de vista, los narradores, el tiempo, sus ambigüedades y  sus silencios locuaces— y esse lenguaje lujoso y barroco de irresistible poder persuasivo."
"Onetti, osco y lúgubre, estuvo poco comunicativo y  provocó a Borges y al anfitrión preguntándoles: 'Pero qué ven ustedes en Henry James?', unos de los autores favoritos de Borges."
"Sin embargo,  aunque Onetti nunca lo reconociera, acaso ni advirtiera, Borges fue tan importante para la creación de Santa María como Faulkner o Céline."
"... así como Brausen y el macró Ernesto escaparon de Buenos Aires para refugiarse en la imaginaria Santa María, Díaz Grey, Lagos, Owen y la violinista se fugan de Santa María a Buenos Aires —de la ficción a la realidad— en pleno Carnaval. Es un final inesperado y sorprendente, pero no arbitrario. Representa la apoteosis de la ficción..."
"... Onetti no se limita a contar una historia, sino, a la vez, a contar cómo, de dónde y por qué esta historia nació. Lo vio muy bien José Pedro Díaz analizando El astillero: 'la novela de Onetti es la invención de una historia; no una historia, ni tampoco su proyecto, sino una historia que conserve las huellas vivas de su génesis, como podrían quedar, en una escultura modelada en arcilla las huellas de los dedos del escultor formando parte de la forma final lograda."
"El de Onetti es un estilo que podríamos llamar crapuloso, pues parece la carta de presentación de un escritor que, frente a sus personajes y a sus lectores, se comporta como un crápula."
"... esas interpretaciones pueden  ser todas ellas posibles, pero, al mismo tiempo, incompletas. Hay algo más que parece oculto en las anfractuosidades de esa história [El infierno tan temido] que distintos narradores nos van narrando de manera alternada, mediante mudas a veces muy veloces..."  
"El pesimismo, que es como la segunda naturaleza del mundo  creado por Onetti, se alimenta, sin duda, de ciertas influencias literarias de su juventud, como Céline y Knut Hamsun, que fue otro de los autores admirados por Onetti, y de su propia naturaleza escéptica... pero, asimismo, de un estado de cosas, de un entorno, el de su propio país, que, en el curso de la vida de Onetti, pasó de ser un país que en América Latina constituía una rara avis de democracia, prosperidad, cultura y legalidad, a sufrir una crisis que lo subdesarrollaria, empobreciéndolo, enconándolo y hundiéndolo, como a sus vecinos latinoamericanos, en la violencia social y política..."
"Aunque escritas en ámbitos y tiempos muy distintos, las obras de Kafka y de Onetti tienen este denominador común: sus historias ocurren en un mundo que irremisiblemente se va hundiendo..."
"... Onetti, quien, con su sempiterna corbata, su saco entallado y sus anteojos de gruesos cristales paseaba sus ojos saltones de infinito aburrimiento sobre todo aquel circo..."
"... en su piso madrileño, él en pijama, la barba crescida y los ralos cabellos revueltos, tumbado en la cama, leyendo novelas policiales y  el vaso de whisky  siempre a la mano..."
"De hecho, la obra emblemática de la literatura de nuestra lengua, el Quijote..."
- quotations from Vargas Llosa's El viaje a la ficción
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"... tengo la convicción de que el noventa por ciento de la gente que ahora me escucha sabe mucho más de literatura que yo. Soy lo que podríamos llamar un lector selectivo, esto quiere decir que sólo leo lo que me gusta y nada más" (p. 16). 
"... Arlt me advirtió: 'Yo salgo a comprar libros por la calle Corrientes y me basta hojearlos para saber si vale o no la pena comprarlos. Y nunca me equivoqué" (p. 19).
"... a causa de que los periodistas no traían el prometido material antes de la hora del cierre, tuve que inventar, para llenar espacio, muchos cuentos o fragmentos críticos que atribuía a escritores inexistentes" (p. 20). 
"... estaba escribiendo una novela 'genial'... que nunca llegó a publicarse, tal vez por mala, acaso simplemente, porque la perdí en alguna mudanza" (p. 29).
"Arlt era un artista (me escucha y se burla)" (p. 31).
"Arlt es un gran novelista. Pero odia lo que podemos llamar literatura entre comillas... Comprendí que resultaría inútil, molesto, posiblemente ofensivo hablar de admiraciones y respetos a un hombre como aquél, un hombre impredecible que 'siempre estaría en otra cosa'" (p. 32).
"'Pero mirá, un tipo que es capaz de escribir en serio una frase como ésta', y venían la frase y la risa. Pero las burlas de Arlt no tenían relación con las previsibles y rituales de las peñas o capillas literarias... No atacaba a nadie por envidia; estaba seguro de ser superior y distinto, de moverse en otro plano" (p. 34).
"En aquel tiempo, como ahora, yo vivía apartado de esa consecuente masturbación que se llama vida literaria. Escribía y escribo y lo demás no importa" (p. 35).
"Pérez Ensina dijo: 'Cuando estrené La casa vendida...' Entonces Arlt resucitó de la sombra y empezó a reír y siguió riendo..." (p. 35).
"Hablo de arte y de un gran, extraño artista [Arlt]. En este terreno, poco pueden moverse los gramáticos, los estetas, los profesores. O, mejor, pueden moverse mucho pero no avanzar... Hablo de un escritor que comprendió como nadie la ciudad en que le tocó nacer" (p. 38).
"... ésta es una de las muchas diferencias que me distinguen de George Bernard Shaw. Aparte, claro está, del talento. Hay obras de Shaw cuyos prólogos o epílogos son tan valiosos como la comedia correspondiente, o la superan" (p. 40).
"Su ocupación preferida? Leer novelas policiales... Sus autores preferidos? La Biblia, Faulkner, Proust, Céline, Dostoievski, Cervantes, Hemingway. El pájaro que prefiere? El gorrión" (p. 85).
"No sacrifiquen la sinceridad literaria a nada. Ni a la política ni al triunfo. Escribir siempre para ese otro, silencioso e implacable, que llevamos dentro y no es posible engañar... No se limiten a leer libros consagrados. Proust y Joyce fueron despreciados cuando asomaron la nariz, hoy son genios... No desdeñar temas con entraña narrativa, cualquiera que sea su origen. Robar si es necesario. Mentir siempre" (p. 87).
"Siempre dije que los críticos son la muerte; a veces demoran, pero siempre llegan" (p. 89).
"... como escritor puedo decir que mi reino no es de este mundo" (p. 89). 
"... conocí a un grupo de adolescentes que empleaba con naturalidad la palabra tarúpido, telescopeada de tarado y estúpido. Juro que no habían leído a Joyce... el término no procedía para ellos de necesidad literaria alguna sino de un respetable afán de velocidad y síntesis... Dejemos de lado, porque carecen de interés para el escritor, la semántica o el estructuralismo" (p. 90-91).
"Lo malo del asunto es que casi todo el mundo escribe novelas geniales. Pocos intentan construir buenas novelas" (p. 92).
"Mi principal fuente literaria, en la infancia... fue el Eclesiastés. Hasta hoy no me lo refutaron de manera convincente" (p. 93).
"No se trata directamente de inculpar a Cortázar y compañía" (p. 96).
"Yo escribo por ataques" (p. 98).
"El hombre debe crearse ficciones religiosas" (p. 99).
"Yo no tendría interés de escribir si supiera de antemano lo que va a pasar en mis obras" (p. 99).
"... En busca del tiempo perdido importa más que todo lo que se ha escrito en hispanoamérica desde hace un siglo y medio" (p. 100).
"Mi obra sería infinitamente más amplia y rica si yo me sintiera capaz de someterme a una disciplina" (p. 100).
"La paz es necesaria para el escritor... Es malo estar angustiado por lo que pasa cada día... lleva a dos posturas: o cruzar-se de brazos... o caer en el panfleto" (p. 101).
"Para mí, escribir es como um vicio, una manía" (p. 101).
"Tengo la sensación de no haberme estafado a mí mismo ni a nadie, nunca" (p. 101).
"Nunca escribí para pocos o muchos; siempre escribi para mí" (p. 102).
"El escritor no desempeña ninguna tarea de importancia social" (p. 104).
"No me interesan los novelistas como Robbe-Grillet" (p. 105).
"A los europeos les gusta el colorido tipo Asturias, pero a lo que es universal, como Cortázar, no le dan calce. Como si ese campo se lo reservaran solemente para ellos" (p. 105).
"Creo que la poetización deliberada [de la prosa] lejos de ser un hecho positivo es indigna. La novela muere" (p. 107).
"Roberto Arlt es el último tipo que escribió novela contemporánea en el Río de la Plata, el único que me da la sensación del genio. Si me ponen entre la espada y la pared para que señale una sola obra de arte de Arlt, fracaso. No la hay. No existe. Tal vez por un problema de incultura, pero Arlt no conseguía expresarse, nunca logró una obra organizada" (p. 108).
"... los personajes, creo que nacieron de los fantasmas que son puertas, que pueden ser atravesadas para confesiones parciales" (p. 110).
"La influencia de Faulkner es indudable" (p. 111).
"... hay un consejo que anda por ahí y es que no conviene contar el argumento de una novela que estás escribiendo. Es una supertición: el que cuenta el argumento, después no lo escribe más. Pero esto no sé si ponerlo como superstición o como hecho" (p. 134-35). 
"De todas maneras, estoy de acuerdo contigo, y con Cortázar y con Sarduy y tutti quanti, que el medio de expresión del escritor es el lenguaje. Pero... el lenguaje no es una cosa exclusiva del escritor. Para volver a citar a Borges, un día leí que había dicho en algún lado que su mayor ambición literaria era escribir una frase que pasara a ser de todos..." (p. 157).
"... la novela policial exige un tipo de técnica que no puede ser nunca, nunca, superado o bastardeado o encubierto por belleza literaria alguna" (p; 171).
"La mayoría de las cosas que yo he escrito han comenzado por una imagen, una imagen que no tenía sentido ninguno. Y me causó mucho placer un reportaje a Faulkner, cuando, al hablar de una obra suya... dice que conenzó con una imagen..." (p. 198).
"... yo, que me paso devorando novelas policiales..." (p. 198).
"Yo creo que todas las filosofías son 'cuentos chinos'; me quedo con Schopenhauer" (p. 200).
"Me atrae una trama que se desarrolla y me despierta curiosidad sin exigirme participación [novelas policiales]" (p. 211).
"Soy muy chismoso, yo" (p. 212).
"La muerte. La muerte es una cosa que me indigna" (p. 216).
****quotations from Juan Carlos Onetti, Miscelãnea. Obras completas XII (Galaxia Gutemberg, 2013);

See also:
- Manuel Puig & la cara de Juan Carlos;
- Leonor Acevedo Suarez: la Madre;
- Cinema of Uruguay (Pablo Stoll);
- Montevideo & Colonia del Sacramento;