Friday, December 07, 2018

right truths to slay the enemy, Olavo de Carvalho's interview

even if he was mad... truth is hidden in madness, plain sight, and also irony (who's irony? one might ask):

(1) como disse aquele idiota do Mino Carta, “ano passado o comércio com a China nos deu 20 milhões de superávit”, muito bem. A China só fez isso porque o governo Lula e Dilma e o Temer também estavam distribuindo dinheiro para os amigos deles, os amigos da China: Cuba, Angola, Venezuela, etc: 1 trilhão. Levamos 20 milhões e distribuímos 1 trilhão. Que beleza, né?'
(2) 'Essa coisa anti-americana pueril é coisa de estudantezinho comunista de 1950, naquele tempo havia um livrinho que os comunistas distribuíam, a Editora Brasiliense, que é comunista para caramba, chamado “um dia na vida do Brasilino” e tudo o que ele consumia era americano. Só que se você retirasse todos aqueles produtos, o Brasilino retornaria à Idade da Pedra.'
(3) 'Você conhece um tal de Dicionário Crítico do Pensamento de Direita? Eu escrevi um artigo a respeito. Os caras se propõem a apresentar um pensamento da direita. Quando você vai ler o dicinário, todos os pensadores importantes da direita estão ausentes e no lugar deles colocaram meia dúzia de nazistas absolutamente alucinados. Eles escondem as ideias do adversário e ainda colocam falsificação no lugar delas. É uma obra coletiva feita por 104 professores universitários subsidiados com dinheiro público. Para mim, todos esses são estelionatários.'
(4) 'O PT dirige, dirigiu durante anos, o Foro de São Paulo, em parceria com as Farc, que são organizações criminosas, que inoculam 200 toneladas de cocaína por ano no Brasil. E estavam os dois lá de mãozinhas dadas dirigindo o Foro de São Paulo, que é a coordenação estratégica da esquerda no continente, e a mídia apoiando e acobertando e escondendo a existência do Foro de São Paulo. Durante 16 anos todos – Estadão, Folha, Globo, Veja – esconderam a existência do Foro de São Paulo.'
(5) '... seria preciso levantar todas as teses levantadas na área de filosofia e ciências humanas, em todas as universidades, nos últimos 40 anos, e você vai ver a onipresença de autores marxistas ou influenciados pelo Marx. E só. Não tem mais nada. É só isso que tem. Então você tem o discurso monopolístico sendo repassado tese em cima de tese. Isso dá para provar quantitativamente... Pior ainda, é possível provar que o número de analfabetos funcionais produzindo teses universitárias e sendo aprovados têm aumentado ao longo dos anos. Eu mesmo tenho alguns exemplos, pego de vez em quando uma tese para examinar e mostro “o autor é analfabeto funcional por isso, por isso e por isso, não poderia ter recebido jamais o seu certificado universitário”. E está lá o rapaz fazendo propagandinha comunista e sendo aprovado.'
(6) 'As opiniões políticas que um filósofo tenha em razão dos acontecimentos do dia devem ser interpretados em função dos princípios mais permanentes de sua filosofia. Isso é uma regra universal. Se você não conhece princípios do existencialismo, você não vai poder entender o que o Jean Paul Sartre está falando sobre aquilo que aconteceu. Agora, todo mundo vem me entrevistar e não quer saber, não leu meus livros, não sabe o que eu penso, inventam um Olavo de Carvalho que é a imagem do que eles chamam da direita e raciocinam a partir daí. Estão conversando com o estereótipo que eles mesmos inventaram. Não se manda uma pessoa sem preparo filosófico para entrevistar um filósofo, um repórter sem cultura literária entrevistar um escritor.'
(7) 'Eu não sei onde se alinha com o pensamento do governo. Eu realmente não sei. Eu sei o seguinte: parece que o Bolsonaro e os filhos dele leram algo do que eu escrevi e concordaram. Não sei até onde e o quanto eles leram, mas são pessoas de boa vontade para comigo e me tratam muito bem. Isso é tudo o que eu sei. São pessoas pelas quais tenho simpatia pessoal. Não há um acordo ideológico, não houve um diálogo ideológico nenhum. Aliás, se pensar, qual é a minha ideologia? Eu não tenho nenhuma. Eu tenho ciência política.'

the full interview:



l'évangile d'après Salò:

Friday, November 09, 2018

The House that Jack Built's simple equation, metainfinity abyss & parallel topics


The simple equation:
What's the material? 
Corpses, but corpses resulted from atrocity, and from atrocity not punished.

Where does the material take us?
Hell.

Conclusion:
Only hell can punish unpunished atrocity.

Metainfinity Abyss:
But does hell exist?
If it does exist, we deserve it.
If it doesn't, we get it the same way, or actually, we might get it even worse.

[Moon of Alabama's secret:
Don't trust the dwarf.]
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Parallel topics:
Art:
- icons: in principle they demand some kind of transcendence (even if it is not attainable) (Glenn Gould is an icon, as much as Picasso, Bowie, Jim Morrison and Hitler);
- tigers fearful symmetries;
- Virgil and the circles of Hell (if you were Dante he could eventually bring you to heaven, nonetheless, starting from hell; anyways it is impossible to get out of hell just by yourself) (Virgil is here also Kafka's Türhüter);
- Goethe: usually taken as a humanist, but isn't he the author of the demonic? (the fact that he stays as an oak in the middle of German atrocities, redime German culture or reviles him?) (it is not true that all questions have an answer, this is the very essence of the demonic principle) (Faust, zweiter Teil; Die Wahlverwandtschaften);

Popular Culture:
- fame (vs. icon);
- for if we don't find the next whisky bar (I tell you we must)...

Religion:
- Hell is a vagina, a cosmic crack (against which white straight men are all victims of their own defensive mechanisms);

Philosophy:
- Zarathustra's dwarf (the devil of noon, spirit without shadow);
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Doubled crack for unrepentant hippies & yuppies (hipsters & millennials ruled out):
- Nature's Horror and Grand Style in Lars von Trier's Antichrist;
- pan doron &/ou la boîte vidée dehors;

[Kur-d-t my Ghost]



from Kurt Cobain Journals
(New York: Riverhead books,
2002);









from Augusto de Campos
Poesia 1949-1979
(Ateliê Editorial, 2014);








Thursday, October 18, 2018

faire ce qu'il faut, parler au spectre: oh, Devil! why don't you bring back my real youth?!! — & SAMO/N ("less is a bore")


"la verdadera ciencia (escribe el 18 de julio de 1942) está entre la superstición y el libertinaje"
Sarduy/Lezama Lima

"tout érotisme est sacré... l'érotisme a pour fin d'atteindre l'être au plus intime, au point où le coeur manque..."
G. Bataille

"photographe de talent, il est sourtout l'auteur de plusieurs livres sulfureux publiés aus èditions de Minuit..."
présentation anonyme dans quelque roman

"Il espérait s'en tirer avec le nom de sa mère d'origine italienne..."
Hanna Arendt, Lettre à Jaspers

"Je séduit là où Je ne se touche pas."
"... il spectralise toute expérience..."
Derrida, Le toucher

"Maybe we do need alchemy, name magic, whatever derogatory epithet you choose, in order to advance human culture."
Ian Hacking, Why is there Philosophy of Mathematics...

"a confession made of my own free will... a kind of egoism..."
Edvard Munch

"Tout est parti de notre stupéfaction... Nous avons été subjugués aux yeux roux."
Michel Foucault, Pierre Rivière

"Er sagt nur... dass man seine Psyche einsetzt im Kampf, dass es beim Kampf um die Psyche geht, dass man seine Psyche zu retten sucht..."
Bruno Snell

"Un tableau est une chose qui exige autant de roueries, de malice et de vice que la perpétration d'un crime."
Edgar Degas

"... that masculine American woman..."
Roger Marx

"... he was considered both ambitious and erratic, powerful and tormented; he was moody and pathologically shy, easly offended and brusque."
a manual

"Au cours de l'été et de l'automne 1969, j'ai occupé la Suisse, la France et l'Italie. Quelques photographies"
Anselm Kiefer (traducteur inconnu)

"He lent his pretentions to military wizardry to the service of Cesare Borgia, the warlord son of the outstandingly corrupt Pope Alexander VI..."
gossip

"Il est venu au monde pour détruire la peinture."
Nicolas Poussin

"ça sent le mort-vivant — manoir, spiritisme, science occulte, roman noir..."
Max Stirner (?)

"Je suis abject, c'est-à-dire mortel et parlant"
Christo-Ewa

"C'est ainsi qu'ont débuté, non seulement une amitié, mais une longue aventure dont bien des aspects confinent au fantastique..."
à propos de une lettre

"Cependant que symétrique... le plus ambigu et le plus instable..."
Francis Bayer

"habitant de l'infra mince fainéant"
Marcel Duchamp

"l'inattendu entre difficilement dans des calculs"
Paul Klee traduit

"Empfindung des mystischen Willens: unwillkommen!"
comic error of a transcription (1927)
"Lanço-me na pintura e na vida como um mergulhador na água... com o vagar da árvore que tomba...
queres um anel? Mete o dedo no cú, diz seu Florindo."
Iberê Camargo

"... aquela coisa esnobe das que estudavam no Colégio Anchieta, o mais burguês da cidade... eu tinha que ficar muito amigo deles todos, quatro cavalos e duas vacas..."
Júpiter Maçã

"Em Berlim, no início dos anos 1930, era muito elegante ser gay — Helium ganhava a vida vendendo cocaína, uma vez que..."
(de um brasileiro que frequentou Beckett)

"Mas o que a Xuxa tem a ver com tudo isso? Coma um filé. Um filé malpassado."
Gerald Thomas

"A man of small virtue, inclined to extravagance and alcoholism."
J. J.

"I should be supported at the expense of the state because I am capable of enjoying life. As for writing, I may perhaps employ my sober moments in correcting the grammatical errors of the more illiterate among the rugged geniuses."
Kinch

"Il se promène — pas plus — lisant au livre de lui-même."
My Larmes

"His mission in Ireland is to prove to his Protestant grandaunts that unbelievers can be very moral and admire the Bible."
Morose Maurice

"... as a subject which sees as well as an object which is seen, the embodied self is ambiguous in its being..."
Kitaro Nishida

"Un nommé Dianus écrivit ces notes et mourut."
Georges Bataille

"Patologia não como enfermidade, mas como páthos, paixão de afirmação do mesmo, por exclusão e apagamento de alteridades divergentes... bicha: o bicho ou a besta que se efemina."
Evando Nascimento

"Je ne suis pas belle, je suis pire!"
Juliette Drouet

"Es gibt keine lineare Entwicklung, es gibt nur eine Circumambulation des Selbst."
Carl Gustav Jung

"... those who think mundane affairs hinder the practice of the Buddha Dharma know only that there is no Buddha Dharma in their daily life..."
Dogen, Bendowa

"For one role at least I seem unfit: that of man of honour."
J.J.
"A man's life is very short, so it is best to do what he enjoys most"
Yamamoto Tsunetomo

"Your face is a canvas now."
James St. James

"ce corps du viel Artaud
enterré
puis déterré
par lui-même
au dehors des éternités"
Artaud le Moma

"Ich habe nie rote Haare gehabt!"
A. Schopenhauer

"... the whole thing has no deeper source than vanity, a source that unfortunately can be fairly deep."
Constantine Constantius (translation by M. G. Piety)

"Mais cette pensée opère pratiquement une sélection des différences d'aprés leur capacité de revenir ou de supporter l'épreuve de l'éternel retour."
G. Deleuze

"Le docteur Faust est légion."
G. Dumézil

"And he shows off his Latin as though he were a Doctor of the Sorbonne!"
Jacques Thibault

"Words are at once indispensable and fatal."
Huxley

"... et la conscience générale de la société... le suicida."
A. Artaud

"J'y a songé un instant faire de ce discours un traité des parfums et l'intituler Du perfumatif dans Ulysse..."
L'Ouia

"It riles my blood to see you competing with Miss Stein for the position of Master Boomster."
Stanislaus Joyce

"Who ordered that?!"
I. I. Rabi

"Their vanity is greater than their misery"
voxsartoria (?)

























A cat on the corner (not exactly) (1982)
Piss painting technique
Private Collection
















***Astrological Chart made
with free software Astrology 
for Windows







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Arpad Szenes
Portrait (1944-45)




Belmiro de Almeida
Arrufos (1887)













L'Espresso 2013









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Egon Schiele 
Self-Portrait (1910)
Image from Simon Wilson's Egon Schiele






Egon Schiele 
Seated Male Nude (1910)
Image from Simon Wilson's Egon Schiele





Egon Schiele
Self-Observer II (1911)
Image from Simon Wilson's Egon Schiele





Egon Schiele
For My Art (1912)
Image from Simon Wilson's Egon Schiele






Egon Schiele
Self-Portrait (1912)
Image from Simon Wilson's Egon Schiele








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Cindy Sherman
two untitled film stills
mon(s)t(r)age A/Z
original images from October files 6








Jean-Michel Basquiat
Untitled (Self-Portrait) (1983)
image from Leonhard Emmerling's Basquiat









Jean-Michel Basquiat
detail from Notary (1983)
image from Leonhard Emmerling's Basquiat








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Edvard Munch
images from Ulrich
Bischoff's Munch










detail from Edvard Munch's
The Village Street (1905/08)
image from Ulrich
Bischoff's Munch







Edgar Degas,
La Chanson du Chien (1878)
image from James H. Rubin's
Impressionism






Edgard Degas,
Autoportrait (1895)
image from James H. Rubin's
Impressionism





Edgard Degas, study for
Mary Cassatt dans le Louvre (1879-80)
image from James H. Rubin's
Impressionism






detail from Mary Cassatt's
Femme dans un loge (1880)
image from James H. Rubin's
Impressionism





detail from Paul Cézanne,
A Modern Olympia (1873)
image from James H. Rubin's
Impressionism








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Marylin Manson's This is the New Shit:


One Hundred Forty Nine Inches: 

Pillaje:


Sunday, October 07, 2018

list of two charming scientists (under construction)


- James Clerk Maxwell ("a private tutor who had been employed to teach him was not optimistic, reporting that he was a slow learner. Later Maxwell got the nicnkame "Dafty" from his schoolmates... When Marischal College, where he was a professor of natural philosophy, was merged with King's College to form Aberdeen University, two professorships were merged into one, and his post was given to the professor at King's, forcing Maxwell to seek another position. He applied for the professorship at Edinburgh University, which had become vacant, but it was given to one of his friends and former classmates instead," Lawrence M. Kraus's Hiding in the Mirror) ("... a brilliant scientist who counted among his many interests... measuring latitude with a bowl of treacle, and the question of how cats land upright while conserving angular momentum when dropped upside down," Lisa Randall, Warped Passages); 
- Michael Faraday ("was a common man with an uncommon passion. In his lifetime he refused both a kighthood and the presidency of the Royal Society, preferring to remain, in his words, just plain Michael Faraday," Lawrence M. Kraus's Hiding in the Mirror);

[Faraday reminds me of Friedrich W. J. Schelling]








pictures taken from the internet;





See also:
- The Doors of Perception & the learned foolery of research;
- pick a soul (ass you wish);

Saturday, September 01, 2018

défi du non-circuncis (le petit-fils d'une grand-mère autrichienne) — pour parler à ceux qui ne parlant pas avec des fantômes: c'est vous tous, non-revenants


"There is a difference between a shaky or out-of-focus photograph
and a snapshot of clouds and fog banks..."
Schrottingenieur

"It was almost as incredible as if you fired a 15-inch shell at a
piece of tissue paper and it came back and hit you."
Rougherforth

"Il y a au moins une différence essentielle entre vous tous
et moi-même: vous êtes tous et toutes des experts... "
Ouï-dire



[... Shakespeare's Marcellus "ait anticipé la venue d'un scholar de l'avenir, d'un scholar qui dans l'avenir, et pour penser l'avenir, oserait parler au fantôme": c'est moi, je (qui pourrais avoir été circoncis, devrais été, mais toujours pas) dis (dans un monologue qui "n'est évidemment pas un monologue, un soliloque")...] 

*****Warning: "Mais à la fin du livre, le monologuant qui dit 'nous' se dit prêt à respecter le secret... RIEN NE ME PARAÎT PLUS SÉRIEUX QUE LE JEU DE CETTE CONCLUSION." Et vous, marrane, avez vous été circoncis? Vraiment?! Et êtes vous encore à Naples?!! (eine kleine Feuer-Abend mit eine Ziege)

What is a ghost?
It is a double, a double unit.


(-1) From one side, le mal d'archive (c'est pas a disease affecting the archive, but archive's disease, that is, the infectious nature of the archive itself):

"... la possibilité d'une perversion radicale, justement, une diabolique pulsion de mort, d'agression ou de destruction: donc une pulsion de perte... tout ce qui, depuis Au-delà du principe de plaisir (1920)..." (Derrida in Le mal d'archive);

"... cette pulsion... opère toujours en silence, elle ne laisse jamais d'archive qui lui soit propre. Sa propre archive, elle la détruit d'avance, comme si c'était là en vérité la motivation même de son mouvement le plus propre... la pulsion de mort n'est pas un principe, comme le sont les principes de plaisir ou de réalité... [elle] est d'abord anarchivique... archiviolithique..." (Derrida in Le mal d'archive);

"... ce mouvement proprement in-fini de destruction radicale sans lequel ne surgirait aucun désir ou mal d'archive..." [Derrida in Le mal d'archive, et c'est peut-être ce que m'incline à différer de Derrida lui-même; avez-vous été circuncis?] 

That is, the destruction [éffacement radical] of either mnéme and anámnesis (the memory of a living, organic being, the trace) and hupómnema ("the trace of trace"). It smells of Nietzsche's aktive Vergesslichkeit (and Goethe's Dämonish?).
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(0) But, in the middle (& a bit decentralized) why should a Freud start to write something like Das Unbehagen in der Kultur at all? Or Rimbaud, write about his indescribable loneliness from beyond the grave? Isn't all this, as says Blanchot, a faux pas

"... un concept en formation reste toujours inadéquat à ce qu'il devrait être, divisé, disjoint entre deux forces" (Derrida, Le mal d'archive);

"Au courage de dire peut-être Nietzsche prétendait reconnaître les penseurs de l'avenir..." (Derrida, Le mal d'archive);

"... un refoulement archive aussi ce dont il dissimule ou encrypte l'archive..." (Derrida, Le mal d'archive);

"... l'archive s'augmente, elle s'engrosse, elle gagne en auctoritas. Mais elle perd du même coup l'autorité absolue et méta-textuelle à laquelle elle pourrait prétendre. On ne pourra jamais l'objectiver sans reste..." (Derrida, Le mal d'archive);

"... faire signe vers la venue d'un événement plutôt que vers quelque présent futur" (Derrida, Le mal d'archive);

"... le temps ne serait pas homogène?" (Derrida, Le mal d'archive);

"indétermination en abyme..." (Derrida, Le mal d'archive);

"... on tremble..." (Derrida, Le mal d'archive);



"... son itérabilité, sa divisibilité immanente, la possibilité de sa fission, la hantait dès l'origine..." (Derrida, Le mal d'archive);

"Quand on touche à la limite du se-toucher-toi, y a-t-il enconre un intérêt à décider entre la transcendance ou l'immanence?" (Derrida, Le toucher);

"Ce serait plus qu'une rhétorique quand elle franchit à chaque figure les limites entre le sensible et l'intelligible, le matériel et le spirituel — le charnel du 'corps propre' se trouvant par définition des deux côtés de la limite" (Derrida, Le toucher);

"Le je du je signe dit et se dit oui même s'il signe un simulacre" (Derrida, Ulysse gramophone);

"Il peut alors re-trouver la mère, mais jamais telle quelle... il la recrée sans cesse par sa liberté à lui, le self, d'être séparé d'elle..." (J. Kristeva, Le génie féminin 2);

"... the peculiar temporality of the matrix... the meanings of all the stages remain suspended within it, in the form of a 'but also'..." (Rosalind Krauss, The Optical Unconscious);

- unheimlich;

- inouï;


- Bohr's complementarity principle, Malevich's additional element, Schklovsky's defamiliarization;

- spin-1/2 particles, complex numbers;

[ce qui Agamben a entendu: "le moment sera venu d'accepter un grand remuement dans notre archive conceptuelle, et d'y croiser une logique de l'inconscient avec une pensée du virtuel qui ne soit plus limitée par l'opposition philosophique traditionnelle de l'acte et de la puissance"... (Derrida, Le mal d'archive)]
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(1) From the other side, la promesse ("une messianicité spectrale travaille le concept d'archive et le lie, comme la religion, comme l'histoire, comme la science même, à une expérience très singulière de la promesse", Le mal d'archive);

"... Freud s'entend rappeler l'alliance indestructible qu'engage cet extraordinaire performatif 'I shall say we', quand il s'adresse à un fantôme ou à un nouveau-né..." (Le mal d'archive);

"... la mise en dépôt dans un arkheîon" (Le mal d'archive);

"... obéissance [d']après-coup... docilité différée..." (Le mal d'archive);

"Cela parle, un fantôme... une réponse spectrale est toujours possible. Il n'y aurait ni histoire ni tradition, ni culture sans cette possibilité..." (Le mal d'archive);

"Ce n'est rien d'autre que l'affirmation même, le oui, la condition de toute promesse ou de toute espérance, attente, performativité, ouverture, pour la science ou pour la religion..." (Le mal d'archive);

"... la judéité est interminable... elle peut survivre au judaïsme... lui survivre comme héritage, c'est-à-dire, en quelque sorte, non sans archive, même si cette archive devait rester sans support et sans actualité..." (Le mal d'archive) (!!!) [je voudrais remarquer que, et c'est pas un pas de mensonge, un oiseaux s'est écrasé contre le verre de ma fenêtre au moment même ou j'écrivais ceci; c'est pour marquer combien puis-je différer de Rosalind Krauss*** et Evando Nascimento*** (see below), et m'approcher des fous comme Linda D. Henderson, et c'est TOUTE UNE AUTRE ÉCONOMIE];

"... une part de vérité demeure, un morceau ou un grain de vérité respirent au coeur du délire..." (Le mal d'archive);

"Freud venait de noter que la croyance aux esprits, aux spectres et aux âmes des revenants ne devait pas être tenue pour la simple résidu de la religion et de l'enfance..." (Le mal d'archive); 


"Hanold est venu chercher ces traces au sens littéral (im wörtlichen Sinne)..." (Le mal d'archive); 

"Jensen en savait-il moins que Freud?" (Le mal d'archive); 

"... du secret lui-même, il ne peut pas y avoir d'archive..." (Le mal d'archive);


"Kilroy was here" (Rosalind Krauss, The Optical Unconscious);

"Isn't repeating oneself precisely what painting allows one to do, especially once one has found one's particular language, the stylistic invention that will allow one to move inside it and inhabit it, growing and changing within the new syntax one can call one's own?" (Rosalind E. Krauss, The Optical Unconscious);

"... é legítimo o desejo de preservação do rastro do rastro..." (Evando Nascimento, Clarice Lispector: uma literatura pensante);

"... superviver seria o modo de passar de uma instância a outra sem se desestruturar completamente, continuando por um tempo indefinido..." (Evando Nascimento, Clarice Lispector: uma literatura pensante);

"'Exu, que já é meu amigo do peito e vai me ajudar em tudo..." (Evando Nascimento, Clarice Lispector: uma literatura pensante);

"Água viva... cujo título original era Objeto girante... " (Evando Nascimento, Clarice Lispector: uma literatura pensante);
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Allors le marrane m'a sussurré quelles étaient les mots les plus importantes de sa philosophie:

- spectre;
- secret;
(- reste)

***Et il m'a prié surtout de denóncer ces SUIVANTES AFFREUSES ERREURS D'ÉCONOMIE:
"... the force of rupture that is recurrent in the rhythm of the figure, a rupture that is not experienced as the onset of yet another contact but as an absolute break, that discontinuity without end that is death... " (Rosalind E. Krauss, The Optical Unconscious 222);

"Cogito e sujeito são inventos de Descartes e Kant, respectivamente, dos quais os bichos e as coisas devem ser poupados..." (Evando Nascimento, Clarice Lispector: uma literatura pensante, p. 67);

"Sem epifania, contudo, pois tal termo remete a uma transcendência que no fundo recodifica e recoloniza a inquietante estranheza do Outro e da Outra... " (Evando Nascimento, Clarice Lispector: uma literatura pensante, p. 106);

"Nela [he refers to Clarice Lispector!], a diferença sexual não abriga nenhuma mitificação do feminino..." (Evando Nascimento, Clarice Lispector: uma literatura pensante, p. 118);

"... a não ser que se acredite na eternidade da alma, na ressurreição e em outras mitologias religiosas..." (Evando Nascimento, Clarice Lispector: uma literatura pensante, p. 137);

"Todo Em busca do tempo perdido não passa de um ensaio para o romance que se deseja realmente inventar, contando sua própria vida, mas ao final da procura descobre-se que não há mais tempo, e o que sobra são os vestígios da tentativa necessariamente fracassada..." (Evando Nascimento, Clarice Lispector: uma literatura pensante, p. 175);

***Et il m'a prié quand même de suggérer cette toute petit correction dans le texte de Evando Nascimento: "se não há o Mal enquanto essência (como já descartei e também Santo Agostinho), que se oporia a outra essência absoluta (como quer [ou parece querer] Santo Agostinho), o Bem..." instead of "se não há o Mal enquanto essência, como já descartei, que se oporia a outra essência absoluta, o Bem (como quer Santo Agostinho)..." (Clarice Lispector: uma literatura pensante, p. 259);
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- notre évangile (moi d'après Pasolini et le marrane):


See also:

Saturday, August 25, 2018

Musée de Cluny









"Rigid, immobile, wraithlike, the mantis's posture 
in life is to mime the inanimate. But its drive to imitate
doesn't stop with the defense of its organism, Caillois says...
For even decapitated the praying mantis continues to function
and thus to perform a hideously robotic dance of life... 'have
coitus, lay eggs, build a cocoon... fall into a fake, cadaverous 
immobility... dead, the mantis can simulate death'" (Rosalind
Krauss, The Visual Unconscious);


"At some point became clear that that figure 
could only be approached through bassesse,
through lowering, through going beneath the figure 
into the terrain of formlessness. And it also became 
clear that the act of lowering could, itself, only 
register through the vehicle of a trace of index, 
through, that is, the stain that would fissure the 
event from within into an act of aggression, 
and mark, or residue — a clutch!" (Rosalind 
Krauss, The Optical Unconscious, dernier 
italics & operation by A/Z)