Tuesday, November 29, 2016

O (Des)constructor/a/Z (Elke Maravilha/Lissitzky) & Mais




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... era um time incrível, do Ziraldo ao Clóvis Bornay, passando por Mara Rúbia, Colé, Júlio Hungria e (principalmente, meu Deus) Elke, aquela mulher lindíssima, fantástica etc.

Beijos pra você & pro Tico. Tchau.

Torquato Neto, Torquatália (Rio de Janeiro: Rocco, 2004)










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Realce (Gilberto Gil/ Andrea Tonacci)

Monday, November 28, 2016

Clementina de Jesus & Aracy Cortes

A Coruja Comeu Meu Curió:


Me Dá Meu Boné:


Na Linha do Mar:


Assim Não Zambi:


Tute de Madama:


Boca do Sapo:


Atraca, Atraca:


Yaô:


Fui Pedir às Almas Santas:


Moro na Roça:


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Flor do Lodo: 


Linda Flor: 


Jura: 


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Assim Não, Zambi (Martinho da Vila)

"Quando eu morrer
Vou bater lá na porta do céu
E vou falar pra São Pedro
Que ninguém quer essa vida cruel

Eu não quero essa vida não Zambi
Ninguém quer essa vida assim não Zambi

Eu não quero as crianças roubando
A veinha esmolando uma xepa na feira
Eu não quero esse medo estampado
Na cara duns nêgo sem eira nem beira

Asbre as cadeias
Pros inocentes
Dá liberdade pros homens de opinião
Quando um nêgo tá morto de fome
Um outro não tem o que comer
Quando um nêgo tá num pau-de-arara
Tem nego penando num outro sofrer

Eu não quero essa vida não Zambi
Ninguém quer essa vida assim não Zambi

Quando eu morrer
Vou bater lá na porta do céu
E vou falar pra São Pedro
Que ninguém quer essa vida cruel

Eu não quero essa vida não Zambi
Ninguém quer essa vida assim não Zambi

Deus é pai, Deus é filho, Espírito Santo é Zambi
Eu não quero essa vida não Zambi
Clementina é filha de Zambi
Eu não quero essa vida não Zambi
Ninguém quer essa vida assim não Zambi"

"Cordiais Saudações" &/ou "eu pessoalmente acredito em vampiros" (Torquato Neto)


"Esses heróis que costumavam ser os ícones da liberdade de expressão agora são, subitamente, os
rostos do puritanismo e da censura... Caetano Veloso e Chico Buarque tomaram todos os passos
necessários para se assegurar de que suas preciosas vidas permanecerão 'incólumes' e que
seus segredinhos sujos não serão revelados. Por favor, notemos que
o artista é uma persona PÚBLICA..."
Gerald Thomas, Entre Duas Fileiras

"This category,—test— is neither aesthetic, nor ethical, nor dogmatic;
it is completely transcendent..."
The young person in Repetition (translation by M. G. Piety) 


Alô!

"Daí, as revistas, os jornais, as TVs e as rádios ajudando a vender produtos de baixa qualidade que, no entanto, foram produzidos e precisam de um mercado para pronta-entrega. Este mercado é forçado através das paradas de sucessos" (Torquatália: Geléia Geral, p. 50). 

"Quem leu soube a opinião de Nélson [Motta] e de quase todos os compositores jovens sobre as famosas Sociedades Arrecadadoras aqui deste Brasil subdesenvolvido. É verdade: vivemos ainda numa época em que é fácil, facílimo, que três ou quatro sujeitinhos desonestos possam controlar por completo o direito de arrecadar o dinheiro dos outros — e ficar com ele" (p. 52).

"Mas parece que pouca gente conhece essa cantora que, em minha opinião, é uma das melhores que possuímos. Thelma [Soares], para quem não sabe, foi uma das primeiras a cnatar bossa nova. Praticamente descoberta por Vinícius..." (p. 56). 

"A música popular americana é importante, a mais importante deste século e é bom que as pessoas possam conhecê-la bem. Mas, por que ninguém lembrou-se ainda de escrever uma historiazinha do samba?" (p. 62).  

"Sidney Miller, 22 anos, é, hoje um dos mais importantes compositores da nova geração de nossa música popular" (p. 64). 

"... tenho má vontade, mesmo, com o iê-iê que se faz no Brasil. E tenho porque é de baixa qualidade. Exclui o Roberto Carlos, que é o único que sabe catar e, de vez em quando, aparece com músicas bonitinhas" (p. 67). 

"De Chris Montez à imbecilidade de Erasmo Carlos ou à banalidade de um Bobby de Carlo vai outra distância que eu não ando. Impossível aceitar a 'ternurinha' analfabeta de Vanderléia ou de sua congênere subdesenvolvida, Maritza Fabiane. Certo, os cabelos de Ronnie Von são bacaninhas, mas que o rapaz não sabe cantar, não sabe mesmo" (p. 69). 

"Paulinho da Viola não se dá por satisfeito com o fato de ter talento e poder improvisar numa roda de partido alto. Por isso, ele é hoje um dos músicos mais completos de sua geração. E violonista confesso e praticante capaz de executar sem problemas um estudo de Villa-Lobos, um choro de Nazaré..." (p. 86). 

"Entre 1929 e 1937... Noel Rosa compôs um número superior a duzentas músicas: sambas... e marchas, choros, toadas, valsas, emboladas e paródias. Essa obra é hoje, talvez, o marco mais importante da história de nossa música popular" (p. 88). 

"Noel Rosa fez muitas paródias para melodias populares em sua época: a maior parte delas é absolutamente impublicável em jornal" (p. 90). 

"... um grande artista não envelhece. Apesar dos anos Grande Otelo ainda é o mesmo moleque Tião, o Claudionor da Estela, o poeta inspirado que o tempo nem a vida difícil conseguiram esconder" (p. 92). 

"... eu acho que Norma Bengell é uma das cinco melhores cantoras do Brasil. Está dito" (p. 101). 

"... samba e marcha-rancho, baião e samba-canção, samba de roda etc. Gil é um filtro: apreende todas essas formas e as utiliza como quer, porque... pode, tem material humano e musical para fazer este trabalho" (p. 107). 

"Já os membros da Comissão de Carnaval da Imperatriz são unânimes em afirmar que as escolas de samba tomaram um caminho erra e que seria impossível voltar atrás" (p. 116). 

"... conhecemos a arte extraordinária de Clementina de Jesus e reencontramos a divina Araci Côrtes, senhora rainha de nossa música..." (p. 117). 

"... aquele preceito tão saudável da pesquisa como elemento decisivo na evolução de um processo cultural qualquer" (p. 131). 

"Quem leu, sabe que o II FIC foi 'doado' à TV Globo de à TV Paulista sem abertura de uma concorrência legal e, portanto, de maneira — no mínimo — escusa" (p. 137).

"Cantando, Caetano Veloso se revela um dos melhores intérpretes de suas músicas. Sua voz pequena e afinada, suas divisões sensíveis, sua intimidade com as notas casam-se na mais perfeita harmonia com o tom das canções que interpreta" (p. 139). 

"Elis Regina surgiu num momento crítico de nossa música e... O Fino e Elis foram diretamente responsáveis pela afirmação de vários dos nossos compositores, de Edu Lobo a Gilberto Gil... ao lado de Jair Rodrigues, Elis proporcionou as deixas para que muita gente mais surgisse, entre compositores, cantores e músicos..." (p. 141). 

"Não, não pensem que eu esteja sugerindo que Elis é a música brasileira. Não é não: mas é uma de suas maiores representantes. Uma de suas mais importantes personalidades. E se posso falar assim, é ainda hoje uma de suas vigas-mestras" (p. 142). 

"Estamos todos, imagino, suficientemente bem informados a respeito do jogo de empurra que se desenrola anualmente no submundo dos programas especializados... onde ganha carnaval quem tem mais dinheiro e menos caráter..." (p. 144). 

"... a música de Chico Buarque, fortemente enraizada em nossas tradições mais populares, tem provado que o samba pode ser — e é — também música para consumo do público jovem... Tendo como fonte básica de sua inspiração as mais antigas tradições do samba (leia-se: Música Popular Brasileira), ele, a meu ver, como que o reinventou" (p. 147). 

"Por essas e por outras é que os compositores estão fugindo do Brasil e fazendo negócios com suas músicas, pessoalmente, com editoras e gravadoras estrangeiras. Edu Lobo, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Marcos e Paulo Valle, Carlos Lyra e muitos outros" (p. 151). 

"... afinal, ainda não está claro para ninguém que xingar Roberto Carlos e seu grupo é — no mínimo — uma falta do que fazer? ... 'Frente Única' do samba, se houvesse, não seria brigar com o iê-iê-iê, mas tentar uma união de artistas interessados na sobrevivência de nossa música e dispostos a tomar parte num processo eficaz de massificação desse musical" (p. 155). 

"O Bebê de Roseary... o melhor (mais interessante) dos filmes do viúvo de Sharon Tate. Transas de magia negra superbarra-pesada, perigosíssimas; deu no que deu. Mas valeu: o filme é bom. E vou ver de novo" (p. 195).

"Atenção: vai sair, breve, uma edição brasileira da Rolling Stone, a revista underground mais badalada do mundo" (p. 206).

"Contadores de história vão afastando cinema da barra-pesada da realidade, que a meu ver é infinitivamente mais forte e educativo do que qualquer história, bem ou mal contada, dessas antigas" (p. 218).

"A maioria se diz católica. Mas o espiritismo da linha de umbanda é de fato a religião geral do Brasil, terra de Exus" (p. 219).

"... livre do som livre da TV Globo, Ivan [Lins], que é um cara extremamente musical e barra limpa, deve estar preparando um disco da pesada" (p. 230).

"Agora, oficialmente: não estou mais 'pertencendo' a nenhuma sociedade brasileira — nem mesmo à Sicam, que é a mais 'simpática' delas" (p. 235).

"Eis o que eu quero saber: teremos, algum dia, oportunidade de assistir a todos os filmes disponíveis de Zé do Caixão, numa revisão que me parece (e é) da maior urgência no presente momento do cinema brasileiro?" (p. 248).

"O Festival da Canção mais a Sigla da TV Globo querem vender a fina flor da mediocridade nacional e estrangeira para um público que não é exatamente o que vibra com o show do Maracanãzinho. Muita engrupição" (p. 257).

"O texto da contracapa... informa direitinho sobre vários aspectos da carreira (geralmente esnobada pelos idiotas aristocratas daqui) dessa cantora inigualável que é a Angela Maria" (p. 259).

".. dê uma chance ao seu olho, futuque, descubra, transe em superoito. É muito quente e muito frio, só depende mesmo de você" (p. 267).

"Chico tem, pelo menos, cinquenta por cento de sua produção recente interditada; Chico também se recusou a participar do FIC da TV Globo, a festa da mediocridade oficializada (e retardada) desta província... a música de Chico é aberta e portanto está sendo cuidadosamente fechada pelos funcionários e freelancers da coisa (colunistas etc.), num esquema dos mais manjados e repelentes" (p. 268).

"Nada melhor do que Gal: nada mais liberto, mais à vontade, mais maneiro, mais pesado. Essas coisas todas que irritam os bobões..." (p. 274).

"A música popular oficial (a do público, por aqui) não admite experiência e, pelo contrário, veta sistematicamente: basta pintar mais à vontade pra nem ser gravado. Como é o nome disso? Asfixia" (p. 292).

"Depois de One Plus One, Godard e seus amigos (uns & outros) fizeram mais de 10 filme que não passaram, nem passarão na cinemateca do MAM... Do cinema experimental dos americanos piradões (de Warhol a Jack Smith etc.) também não conhecemos nada nem podemos exigir da cinemateca a obrigação de exibi-los" (p. 314).

"O médico pediu: deixa eu ler os teus poemas... O médico achou a linguagem 'totalmente fragmentada' e, para que ele voltasse a escrever como muito antigamente se fazia, mandou interná-lo e impregnou a sua célula nervosa. Crítica literária" (p. 320-21).

"Meu Deus, como Baby Consuelo é tão bonita!" (p. 340).

& até amanhã...
(Socorro! Fim)
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Pictures also taken from the book Torquatália (Rio de Janeiro: Rocco, 2004).
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Nosferato no Brasil (Ivan Cardoso, 1971):




























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***Astrological Chart made with free software Astrology for Windows
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Cajuíana (Caetano Veloso, my mimesis-interpretation):




See also: 

Thursday, November 24, 2016

Rock Brazil 90s

Chico Science & Nação Zumbi: Maracatu Atômico


Chico Science & Nação Zumbi: Sangue de Bairro


Planet Hemp: Nega do Cabelo Duro


Planet Hemp: Quem Tem Seda


Raimundos: Eu Quero Ver o Oco


Raimundos: I saw you saying

RGS Rock

"... eu gostava muito de matar aula e ir pro centro de Porto Alegre, onde tinham lojas
de disco com cabines de som e você podia escolher um vinil pra ouvir...
pegava o Trensurb e ia direto pro aeroporto comprar cigarros importados...
e ficava olhando pros aviões..."

"Subíamos no alto de um prédio na Avenida Independência, eu não sei como...
pra cima da caixa d'água, onde tomávamos Bentyl."
Júpiter Maçã, A Odisséia



Engenheiros do Hawaii: Toda Forma de Poder


Engenheiros do Hawaii: Sopa de Letrinhas 


TNT: Ana Banana 


TNT: Identidade Zero


TNT: Entra Nessa


Júpiter Maçã: Miss Lexotan


Júpiter Maçã: Marchinha Psicótica do Dr Soup: 


Júpiter Maçã: Mademoiselle Marchand


Júpiter Maçã: Welcome to the Shade
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A maior picaretagem escrita pelo Arthur Dapieve no BRock: "Fora Replicantes, De Falla e outras bandas de inspiração punk, a cena porto-alegrense tinha muito rhytm 'n' blues... e muito rock 'n' roll básico (TNT), sem no entanto, um mínimo de qualidade" (Ed. 34, 2015, p. 193). O livro como um todo é interessante, mas tem uma série de frases taxativas mais ou menos iguais a essa que depõe totalmente contra. Engenheiros do Hawaii, o Dapieve considera a banda gaúcha mais significativa, o que acho que está correto. Existia uma energia genuinamente musical no TNT, entretanto, que pra ele passou totalmente despercebida. A interpretação da Ana Banana acima mostra que o grupo era na verdade mais contundente que Replicantes e De Falla (que em geral soam forçado, musicalmente falando). 

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Pictures of Porto Alegre (taken by A/Z):

"Entendió, en la niebla amarilla de la nada, que nada había cambiado..."
Cortázar, Rayuela


















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Jim Jarmusch's Permanent Vacation 
(with Chris Parker) (1981):





















***See also:
- Porto Alegre - Primavera/ Lisboa - Outono, 2011;

Monday, November 21, 2016

Call me Helium (Hélio Oiticica & Jimi Hendrix), boné caco movo cesta páli-da!*****


A ordinary theatergoing public generally has a certain narrow-minded seriousness.
Constantine Constantius (translation by M. G. Piety)






























***Pictures not mine. They were taken from the Internet.
*****Roubado, sem crédito, porque só mortos caminhamos (Camélia, meu cú que ria!!)...
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"'Call me Helium' (Me chame de Hélio) — pedia Jimi Hendrix." Waly Salomão, Hélio Oiticica: Qual é o Parangolé (Companhia das Letras 2015, p. 25).

"Eu quis homenagear o que penso que seja a revolta individual social: a dos chamados marginais. Tal ideia é muito perigosa mas algo necessário para mim... o que me deixava perplexo era o contraste entre o que eu conhecia dele como amigo, alguém com quem eu conversava no contexto cotidiano tal como fazemos com qualquer pessoa, e a imagem feita pela sociedade, ou a maneira como seu comportamento atuava na sociedade... Esta homenagem [ao Cara de Cavalo] é uma atitude anárquica contra todos os tipos de forças armadas..." (p. 37).

"São dirigidos aos sentidos, para através deles, da percepção total, levar o indivíduo a uma suprassensação, ao dilatamento de suas capacidades sensoriais habituais, para a descoberta do seu centro criativo interior, da sua espontaneidade expressiva adormecida, condicionada ao cotidiano..." (p. 60).

"Todas essas relações poder-se-iam chamar 'imaginativo-estruturais', ultraelásticas, nas suas possibilidades e na relação pluridimensional que delas decorre entre 'percepção' e 'imaginação' produtiva (Kant), ambas inseparáveis alimentando-se mutuamente..." (p. 85).

"Eu sou filho de Nietzsche e enteado de Artaud. Desde os treze anos que leio Nietzsche" (p. 87).
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Sirvam-se:

"Angela Maria... uma criadora total, particular, mais do que Dalva: a primeira grande criadora negra do Brasil — isso é importante e mostra o prejudico que as pessoas têm com ela: Dalva era mestiça, mas branca. Mas Angela ninguém quer aceitar: é uma ameaça..." Helio Oiticica em Torquato Neto, Torquatália (p. 236).

"Ex-Amor, sem a vulgaridade, ou melhor, banalidade das novelas da Globo: supervulgar, inteligente... Adelino Moreira é justamente a imaginação nativa do Brasil, em tudo o que de gasto ou não esse conceito possa possuir: Angela ou Nelson Gonçalves sabem disso..." (p. 237). 

"Angela nada tem de cafona... Nunca hei de esquecer quando vi Emilinha de perto, da precisão de detalhes da vestimenta: cetim verde, sapato de salto altíssimo verde do mesmo, ou não, mas do mesmo tom: uma pintura digna de qualquer mestre expressionista alemão plus Matisse, sei lá..." (p. 237). 

"Vocês pensam que Nova York é porta do Paissandu? Ignorância mais provincianismo..." (p. 366).

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Jean-Michel Basquiat
Untitled (1981)
image from Leonhard Emmerling's Basquiat









Jesse Owens (and Naoto Tajima) at Berlin Olympics 1936:


Dina Sfat, Elke Maravilha e Marília Pera em...


Pessoa Nefasta (Gilberto Gil, 1984):


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See also:
Concretos &/ou Brazilian Inteligentsia

Monday, November 14, 2016

American Liberal Hell & Liberal Stupidity Much B4 Trump (Under Construction List)

The Road to Guantanamo (Michael Winterbottom & Matt Whitecross/ Silver Berlin Bear 2006):


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Snowden (Oliver Stone, 2016):


A Most Wanted Man (Anton Corbijn, 2014):


Green Zone (Paul Greengrass, 2010):


Inside Job (Charles Ferguson, 2010):

Taking Sides (Stvan Szabo, 2001): 


Lektionen in Finsternis (Werner Herzog, 1992):


Full Metal Jacket (Stanley Kubrick, 1987):


Dr. Strangelove (Stanley Kubrick, 1964):

***New:
- ''After all, if you have worked in high-level foreign policy positions in Washington, or at the think thanks and academic institutions that support those policies, or in the corporate media outlets that venerate those who rise to the top of those precincts (and which increasingly hire those security state officials as news analysts), how do you justify to yourself that you’re still a good person even though you arm, prop up, empower and enable the world’s worst monsters, genocides, and tyrannies?'
See also: