Monday, January 18, 2016

Brazil in the 80's
















Cazuza (pictures taken from the Internet);
Roger Moreira (picture taken from Dapieve's BRock);
Gang 90 & Absurdettes: Telefone;
Metrô: Tudo pode mudar;
Lobão & Os Ronaldos: Decadence avec Elegance;
Ultraje a Rigor: Mim Quer Tocar;
Ultraje a Rigor: Eu Me Amo;
Ultraje a Rigor: Rebelde Sem Causa;
Titãs: Cabeça Dinossauro;
Marina Lima: 
Fullgás;
Grávida; 
Virgem;
Mania de Você;
Baila Comigo;
Mutante;

"Solto entre elas, como um bicho que tivessem adotado escondido, Reeta Li ensaiava os primeiros dos celebres knockoutsque tornaram possíveis as operações por tentáculos-pensamento e o fizeram famoso," (A/Z Pleif mapa cap. 12).
"But when alighting at the somber zone, instead of following the chiming buzz of the clausineos (Sesdentinceps Clupeoide),Reeta Li, fumbled andbefuddled, let himself to be bedraggled by the lava of Barbario’s crack, botching everything. Reeta Li, the envoy," (A/Z Pleif cap. 13).

"Novelty might dwell either in dissonant harmonic sequences or in the continuous repetition of a single chord... Some do songs, others do sounds, and a few do noise... The value of a song must be connected with the ways it affects the body. Touch is in the channels of the ear..." [A novidade pode habitar tanto sequências harmônicas dissonantes quanto a repetição insistente do mesmo acorde... Uns fazem canções, outros fazem som, alguns fazem barulho... O valor de uma canção deve estar associado a suas propriedades físicas sobre o corpo. O tato se liga diretamente aos canais dos ouvidos...] (Arnaldo Antunes, 40 Escritos. São Paulo: Iluminuras, 2000, p. 17-18).   
"Na noite de 6 de julho de 1984, aos 30 anos, Júlio Barroso [Gang 90 & as Absurdettes] caiu (nesse caso, um acesso de vômito causado pelo processo de desintoxicação o teria levado direto da cama rente à janela para o vazio) ou pulou (nesse caso, jamais se saberá exatamente o porquê, nunca se sabe) de seu apartamento no 11o andar de um edifício na Rua Conselheiro Brotero, no bairro paulistano de Santa Cecília”. Arthur Dapieve, BRock (São Paulo: Editora 34, 2015 p. 27-28).
"João Luiz Woerdenbag Filho, o Lobão... filho de um mecânico holandês, 1,88 metro de altura, epilético, tocava bateria desde os 5 anos, um pouco como terapia contra sua disritmia... Mesmo assim, por influência do virtuosismo do amigo guitarrista Luís Augusto Barros... se sentiu atraído pelo violão clássico, por Guerra Peixe e por Heitor Villa-Lobos, deixando a bateria de lado por dois anos" (Dapieve, p. 39).
"Na madrugada de 13 de novembro de 1985, Tony Bellotto foi preso com 30 miligramas da droga quando o táxi que o transportava foi parado por uma viatura da PM na Avenida Paulista... Levado para o 4o Distrito, o guitarrista confessou ter recebido o papelote de Arnaldo Antunes. Este foi preso pouco depois em seu apartamento na Paulista, com 128 miligramas de heroína" (Dapieve, p. 97-98).
"Ulysses Guimarães se encarregou de divulgar o trabalho do grupo [Ultraje a Rigor]. Irritado com declarações do porta-voz do general-presidente João Figueiredo... de que o comício pelas diretas em Curitiba só serviria para desestabilizar o processo sucessório, Ulysses prometeu mandar-lhe o compatcto com 'Inútil' de presente. 'Ele que repita isso, que toque o disco e fique ouvindo', declarou o político em 13 de janeiro de 1984" (Dapieve, p. 109).

"'E como é você de diretor'", perguntei um dia, lembrando das suas elogiadas atuações como diretor do RPM e do Cazuza. 'Deixa também correr solto, dando apenas dicas e sugestões?' 'Não, eu ponho coleira mesmo, encho o saco. Não querem que eu faça? Então têm de me aguentar.' 'Mas isso não é incoerente com o seu comportamento ao ser dirigido, não aceitando imposição alguma?' 'Mas eu me viro no palco, eu tenho uma noção do palco que essas pessoas normalmente não têm. O RPM, por exemplo, era uma coisa toda pequenininha, que eu queria ampliar, soltar. Por timidez, eles não liberavam nada, e aí eu exigia mesmo, até conseguir colocá-los para fora. Parece que botei para fora demais, né (comenta, rindo). Eu sacava que o Paulo Ricardo tinha sex-appeal, mas faltava coragem para mostrar; ele era uma estrelona e não queria arcar com isso. Foi só dar trela. Falei pra cantarem sem camisa. Quase morreram. O Paulo Ricardo achava que tinha um corpo feio, e eu insistia no fato de que as pessoas gostam de ver quem é bonito. Funciona. Relutaram muito, mas ele e o guitarrista acabaram aceitando; o outro não tirou a camisa de jeito nenhum e continuou vestido até as orelhas. E as mulheres enlouqueciam com os dois. No final, os ombros do Paulo Ricardo eram elogiadíssimos. Já com o Cazuza meu trabalho foi o oposto. Ele fazia barbárie no palco, como enfiar cotonete no ouvido e botar o pau pra fora, e eu precisei convencê-lo de que o seu pensamento (o que ele cantava) é que era importante. Não sua ação. Ele não precisava ficar preocupado em correr para todo lado, para encher o palco, e podia se restringir a cantar, que eu ia cuidar do resto. E o show funcionou perfeitamente bem com ele mais contido. Pedi pra ele fazer uma roupa de seda branca, e aí eu utilizava minhas malandragens com a luz pra preencher os espaços. Em certos momentos, jogava uma luz rosa em cima dele, e sua roupa ficava totalmente transparente.'"
Denise Pires Vaz & Ney Matogrosso (Um cara meio estranho)

See also:
- Rock Brazil 90s;
Two invisible phanopoeias & a silence (by Arnaldo Antunes) + Alice Ruiz;

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