Monday, March 28, 2016

Structuralism, Poststructuralism: ligne de fuite (away from the monopoly of academic philosophical priesthood)


"... he is neither first nor last nor only nor alone in a series originating in and repeated to infinity."
James Joyce, Ulysses
"L'indécidable n'est pas une coupure est un bondir rapide entre deux possibilités opposées mais qui se touchent."
Hélène Cixous (Portrait de Jacques Derrida)
"Conservant et annulant à la fois des oppositions conceptuelles héritées, [la pensée de Lévi-Strauss] se tient donc, comme celle de Saussure, aux limites: tantôt à l'intérieur d'une conceptualité non critiquée, tantôt pesant sur les clôtures et travaillant à la déconstruction."
Derrida (De la grammatologie)
"La multiplicité apparente des métaphores (ou aussi bien des mythemes en général) signifie en ces lieux  non pas que le sens propre ne peut devenir intelligible qu'à travers ces détours, mais que l'opposition entre le propre et le figuré, sans perdre toute valeur, rencontre ici une limite."
Derrida (Khôra)
"Impossible de se désintéresser du monde, impossible de trouver du repos dans le monde. L'homme a besoin d'une totalité—Dieu, Avenir, Structure, Autre (appelle-la comme tu voudras, cela revient au même)—sur l'existence de laquelle il faut parier... Les jansénistes, qui exprimaient au fond la spiritualité de la noblesse de robe alor écartée du pouvoir, l'ont bien compris... Deus absconditus. Vere tu es Deus absconditus. Dieu est caché. Que fait alors Pascal? Il parie, et nous avec lui, sur une certitude qui est cependant incertaine... 'Deux infinis, milieu... Rien ne peut fixer le fini entre deux infinis.'"
Edelman (Les Samouraïs)

"Un Coup de Dés fez de Mallarmé o inventor de um processo de composição poética cuja significação se nos afigura comparável ao valor da 'série', introduzida por Schöenberg, purificada por Webern e, através da filtração deste, legada aos jovens músicos eletrônicos, a presidir os universos sonoros de um Boulez ou um Stockhausen. A esse processo definiríamos, de início, com a palavra estrutura, tendo em vista uma entidade onde o todo é mais que a soma das partes ou algo qualitativamente diverso de cada componente. Eisenstein na fundação da sua teoria da montagem, Pierre Boulez e Michel Fano, com relação ao princípio serial, testemunharam — como artistas — o interesse da aplicação dos conceitos gestaltianos ao campo das artes. E é em estritos termos de Gestalt que entendemos o título de um dos livros de poesia de E. E. Cummings: Is 5. Para a poesia, e em especial para a poesia de estrutura de Mallarmé ou Cummings, dois mais dois pode ser rigorosamente igual a cinco."
Augusto de Campos (pontos-periferia-poesia concreta/Teoria da Poesia Concreta)

"Peirce rompe com a divisão significante/significado, criando um terceiro pólo dialético, a que deu o nome de interpretante, um supersigno que está sempre se refazendo ao refazer a relação entre o signo e o objeto; neste sentido, o interpretante é um terceiro. É claro que as categorias peircianas transam entre si..."
"A formulação de Valéry: o arbitrário cria o necessário, se já não é uma solução, parece-me indicar o caminho para uma, no debate sobre a arbitrariedade do signo lingüístico (Saussure vs. Jakobson, por exemplo). O signo pode ser arbitrário, mas, uma vez instituído, torna-se necessário e cria novas necessidades sígnicas: 'É possível que só se possa conceber bem aquilo que se inventa.' Era também a idéia de Giambattista Vico: só se aprende e apreende aquilo que se cria e descobre."
"A multiplicação e a multiplicidade de códigos e linguagens [com os processos de modernização, refletidos por autores como Poe, Sterne, Sousa Andrade, a partir do romantismo] cria uma nova consciência de linguagem, obrigando a contínuos cotejos entre eles, a contínuas operações intersemióticas e, portanto, a uma visada metalinguística, mesmo no ato criativo — ou, melhor, principalmente nele, mediante processos de metalinguagem analógica, processos internos ao ato criador..."
"... Lacan não está apenas dizendo, mas mostrando o quê e o onde da linguagem inconsciente, com todas as suas reverberações e diferentes nuances de certeza: Là où/Là haut, c'étais/s'était/se tait, mon de/voir..."
Décio Pignatari (semiótica & literatura)
"De maneira clara, Vico dá sustento e sustentação a Paul Valéry  na  afirmação deste de que os sistemas filosóficos não eram senão sistemas de escrita, dá ainda razão prévia a Roman Jakobson, em sua argumentação contra a convencionalidade do signo linguístico — não fossem ambos mestres descobridores das potencialidades da linguística poética."
"O signo é sempre metonímico em relação ao não-signo, é sempre apenas uma parte do objeto designado, em especial o signo linguístico de origem indo-européia (línguas ocidentais)."
Décio Pignatari (semiótica da arte e da arquitetura)
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There is too much fuss over the difference between structuralist and poststructuralist approaches. This is a problem of secondary literature (it means only that less gifted thinkers will always make money out of more gifted ones by creating pseudo-problems, which is how the monopoly of academic philosophical priesthood flourishes). 
In their own works, authors such as Derrida, Deleuze and Julia Kristeva often recognize the importance of the works of their illustrious “predecessors”: Lévi-Strauss, Lacan and Barthes. 
The point at issue is this: structuralism focuses on the dimension that Kristeva calls “thétique” which comprises l’ordre de la langue. This dimension emerges only after one reaches the threshold of Lacan’s mirror stage (and Freud’s Verneinung), when the real is symbolically organized (through what Saussure calls langue) (Kristeva, La révolution du langage poétique, p. 41-49, 70-71; cf. Deleuze, Logique du sens, p. 99). Poststructuralist authors are more interested in how this dimension emerges (genealogy), and in what remains “behind” it, its “inside-out” (psychoanalytic primary processes, lignes de fuitecorps sans organes, differences, singularités, événements). But the two perspectives are in no way incompatible: a structure is nothing but the articulation of two heterogeneous series (of irreducible differences) connected by a signifiant flottant (Deleuze, Logique du sens, p. 65-66, cf. 88-90).

***The concept of a “sorgente” [data source], introduced by Umberto Eco in La Struttura Assente (p. 353), is also not incompatible with this scenery, but it impoverishes it pretty much. This is because it reduces the idea of a signifiant flottant to a merely positive, productive source, thereby erasing (covering up) its more paradoxical features (the irreducible heterogeneity of the series lying behind it). This happens because Eco’s semiotics operates, again, merely in a “thetic” dimension—but in a much more old fashioned way (hermeneutically, dialectically, phenomenologically), actually betraying the most daring implications brought up by structuralism since Saussure. Eco’s “operative hypothesis” (La Struttura Assente, p. 380) depends on naively assigning to historical subjects precisely the kind of “autonomy” that structuralism (and psychoanalysis) uncovers as illusory to a great extent.

***In De la grammatologie, what Derrida criticizes in Saussure (and in the way Saussure's theory is appropriated by Jakobson and Halle) is a certain phonologism, which tends to grant a privilege to oral language at the expense, for instance, of writing, leading thus to a naïve understanding of audio impressions as fully given presences. But (as Derrida recognizes) Saussure was already conscious of this problem. Hjelmslev, on the other hand, while searching for linguistic invariants which are indifferent to these audio impressions, somewhat bypasses the fact that what constitutes them can never be the (fully given, present) object of a science (De la grammatologie, p. 78, 83, 88). Even if there is a phonologism in Jakobson, he is, on the other hand (as pointed by Derrida himself), conscious that the flux of the oral language is opaque and discontinuous, as heterogeneous as a musical chord—which is an insight already present, of course, in Saussure himself, and very explicitly in the Anagrammes (De la grammatologie, p. 101, 105).  Already in Husserl (Krisis) one could find a critical understanding of what are "mental images" and "intentional objects" (De la grammatologie, p. 94). 

See also:
- the only three types of ingenuity;

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